A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu quatro empresas que realizam voos panorâmicos no Rio de Janeiro. A medida ocorre após a agência intensificar as ações de fiscalização na cidade, em resposta a acidentes com helicópteros registrados nos últimos meses.
A Anac informou que existem doze empresas autorizadas a operar voos panorâmicos na capital fluminense, utilizando quarenta e seis aeronaves. Até segunda-feira (17), nove empresas foram fiscalizadas, resultando na suspensão dos serviços de quatro delas. A fiscalização abrange auditorias nos Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), inspeções técnicas e verificação de procedimentos operacionais.
O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, declarou em coletiva na sede do Centro de Operações e Resiliência (COR) que as ações são rotineiras, mas precisaram ser reforçadas devido aos fatos ocorridos na cidade. Faierstein disse que a agência manterá a fiscalização e ampliará a atuação para táxi-aéreo e empresas de manutenção.
Em conjunto, a prefeitura do Rio e a Anac buscam reduzir riscos no segmento, que tem crescido com o aumento do turismo. A administração municipal também proibiu o uso do heliponto da Lagoa por empresas de voo panorâmico. O secretário municipal da Casa Civil, Leandro Matieli, explicou que cinco empresas foram impedidas de operar no local após o acidente em oito de agosto, que resultou na morte de três turistas chilenas e do piloto.
A agência também planeja revisar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136). A revisão visa aprimorar requisitos de segurança operacional, abrangendo organização das empresas, qualificação de tripulações, manutenção e gestão da segurança operacional.


