O analista Doug Harned, da Bernstein, elevou a meta de preço da SpaceX para US$ 248, mantendo a classificação de compra. A expectativa se baseia na viabilidade de data centers de inteligência artificial em órbita, fator que pode elevar a receita anual da empresa a mais de US$ 600 bilhões até 2031.
Harned argumenta que a precificação de computação no espaço é real. Segundo o analista, se a SpaceX implementar os data centers orbitais de IA, a oportunidade de negócio se torna muito promissora. Ele citou negociações com preços entre 30 e 55 dólares por watt, considerando esses valores atrativos no mercado atual.
Atingir grandes volumes de lançamentos depende da reusabilidade do Starship. O analista mencionou que o plano da empresa prevê cerca de um lançamento por dia ao final de 2027, utilizando cinco plataformas de lançamento. Os modelos da Bernstein, embora mais conservadores que as estimativas internas da empresa, projetam receita de US$ 600 bilhões em 2031.
A Rocket Lab, outra empresa do setor, também busca uma estrutura espacial verticalmente integrada. Em seu relatório do quarto trimestre de 2025, a companhia introduziu conjuntos solares avançados para data centers espaciais em escala de gigawatt. O CEO Peter Beck afirmou que os data centers orbitais representam uma oportunidade real para a empresa.
A Rocket Lab registrou receita de US$ 234,07 milhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 62% em relação ao ano anterior. A empresa também sinalizou mais de um bilhão de dólares em novos contratos assinados no terceiro trimestre, incluindo um contrato de US$ 397 milhões com a Força Espacial.


