A Tesla apresenta um descompasso no mercado: muitos analistas recomendam a manutenção da posição, mas o preço-alvo de consenso continua a subir. A empresa registrou queda de vinte e sete vírgula dezessete por cento no ano, mas a projeção atualizada aponta alta de vinte e dois vírgula noventa e cinco por cento.
A empresa teve um segundo trimestre de dois mil e vinte e seis com receita de vinte e oito vírgula vinte e quatro bilhões de dólares, um crescimento de vinte e cinco vírgula cinquenta e dois por cento em relação ao ano anterior, superando a estimativa de consenso em sete vírgula dez por cento. Contudo, o lucro por ação não ajustado (Non-GAAP EPS) de trinta e três centavos falhou em atingir a projeção de zero vírgula quinhentos e trinta e seis centavos, devido ao aumento de quarenta e sete por cento nas despesas operacionais com infraestrutura de IA e pesquisa e desenvolvimento.
Em cenário otimista, a projeção da empresa atinge quatrocentos e setenta e quatro dólares e catorze centavos em doze meses, impulsionada pelo serviço Robotaxi. O diretor financeiro, Vaibhav Taneja, confirmou que os gastos de capital ultrapassarão vinte e cinco bilhões de dólares este ano, com projeção de crescimento nos próximos anos.
A companhia se compara a Rivian, que possui um valor de mercado de vinte e três bilhões de dólares, e à Ford. Enquanto a Ford opera como fabricante tradicional, a Tesla é avaliada pelo mercado em função de sua atuação em inteligência artificial e autonomia. Os modelos de projeção indicam que, se a trajetória base se mantiver, o preço da Tesla pode alcançar seiscentos e sete dólares e dezessete centavos em dois mil e trinta.


