A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de setembro, pelo quinto mês consecutivo. A medida ocorre devido ao período seco, que reduz o volume dos reservatórios das hidrelétricas e obriga o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
Com a vigência da tarifa amarela, haverá uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O sistema de bandeiras tarifárias, implementado em 2015, divide os custos de geração em quatro níveis: verde, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2.
Náchila Oliveira, CEO de estratégias da EcoPower Eficiência Energética, afirmou que a instabilidade econômica e as alterações nas bandeiras exigem que famílias, indústrias e o setor rural reavaliem suas matrizes de custos. Segundo a executiva, a energia solar fotovoltaica funciona como uma estratégia de proteção financeira contra a volatilidade do mercado energético.
A geração própria de energia permitiria transformar um custo fixo incontrolável em um ativo rentável. Oliveiras explicou que a eficiência da tecnologia reduz despesas operacionais recorrentes e eleva a margem de competitividade para empresas e produtores rurais.
Para a CEO da EcoPower, a transição para fontes limpas de energia atua como um escudo contra a incerteza regulatória. A medida garantiria previsibilidade operacional e autonomia econômica a longo prazo, permitindo que os consumidores façam a gestão ativa do suprimento de energia.


