A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu, nesta sexta-feira, os efeitos da medida cautelar contra a Hapvida Assistência Médica S.A. A decisão ocorreu após reunião no Rio de Janeiro, onde a operadora esclareceu que os reajustes citados impactam apenas contratos coletivos empresariais.
Durante o encontro, representantes da Hapvida informaram que as medidas anunciadas se restringem a contratos coletivos firmados com grandes grupos empresariais. A empresa especificou que contratos individuais, coletivos por adesão e os de pequenas e médias empresas não estão incluídos nas alterações.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, explicou que a cautelar inicial visava prevenir prejuízos a consumidores enquanto a agência buscava informações sobre o anúncio da operadora. Damous afirmou que a atuação regulatória é inegociável para evitar que problemas cheguem aos consumidores.
Com a suspensão, a ANS não impede a Hapvida de negociar os reajustes dos contratos coletivos mencionados. A agência, contudo, estabeleceu um monitoramento regulatório para acompanhar preventivamente qualquer ação futura da operadora que possa afetar os beneficiários.


