A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu preventivamente, nesta quinta-feira, 20, os reajustes e cancelamentos de contratos anunciados pela Hapvida. A cautela impede a implementação das mudanças e visa proteger os beneficiários, segundo a agência reguladora.
A operadora havia divulgado um balanço do segundo trimestre informando que cerca de 947 mil vidas, ou 11% do total de clientes, se enquadravam em novos critérios. A empresa havia dito que, no processo de renovação, parte desses clientes poderia ser descontinuada devido a reajustes para o equilíbrio econômico ou cobrança de faturas em aberto.
O presidente da ANS, Wadih Damous, criticou a proposta da empresa. Ele afirmou que a medida, dada a quantidade de contratos envolvidos, apresentava forte aparência de seleção de risco, prática proibida e que seria apurada pelo órgão.
A Hapvida informou à agência reguladora que apresentaria esclarecimentos, alegando que as ações se relacionavam com contratos inadimplentes e renegociações de grandes contratos coletivos empresariais com desequilíbrio econômico-financeiro. A operadora esclareceu que a revisão não significava cancelamento automático.
No mercado, as ações da Hapvida caíram 5,95% na B3 no fim da tarde de quinta-feira, cotadas a R$ 6,17. Os papéis da operadora acumulam queda de 45% em agosto.


