A Anthropic irá incorporar uma marca invisível em todo texto produzido por seus novos modelos Claude a partir de dois de agosto. Essa marca, embutida no texto, permanece mesmo após cópia e colagem, sem que o usuário possa desativá-la ou percebê-la, conforme confirmado pela empresa.
A implementação da marca d’água obedece ao Artigo 50 do Ato de Inteligência Artificial da União Europeia, que entrou em vigor na mesma data do Código de Prática sobre Transparência de Conteúdo Gerado por IA. Cerca de cento e noventa organizações assinaram o código, mas apenas oitenta e duas aderiram à seção específica sobre a marcação de conteúdo.
O funcionamento da marca d’água ocorre durante a geração de frases; o software da Anthropic direciona as escolhas de palavras para um padrão reconhecível. Isso difere de métodos anteriores, que dependiam de suposições ou detectores de estilo. O sistema atual utiliza um teste estatístico com taxa de erro computável.
Apesar da tecnologia, o uso da marca gera debates. Um rótulo de IA não indica se o modelo criou o conteúdo ou se apenas o modificou, como ao resumir um rascunho próprio. Um especialista apontou que rotular tudo como IA trata um criador de notícias falsas da mesma forma que um escritor revisando um parágrafo.
Pesquisas indicam que a paráfrase humana dificulta, mas raramente apaga completamente o sinal da marca d’água. A empresa ainda não divulgou um detector oficial, nem a taxa de falsos positivos. O objetivo central, segundo o CEO da Substack, é combater o descompasso entre a expectativa do leitor e a realidade do conteúdo, um fenômeno que ele chamou de “Claudefishing”.


