A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Dinavisa, autoridade sanitária paraguaia, assinaram nesta quinta-feira, dia 20, um acordo de cooperação. O pacto visa trocar informações e combater produtos ilegais, substituindo um memorando anterior e valendo por cinco anos.
O novo documento estabelece a troca de dados, incluindo testes laboratoriais, além de apoio mútuo em ações de controle nas regiões de fronteira. A cooperação abrange o combate à falsificação, contrabando e à circulação irregular de diversos produtos.
A negociação ocorre em um momento de aumento na circulação de medicamentos paraguaios sem registro na Anvisa. Entre eles, há versões de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. O interesse por essas alternativas cresceu devido aos altos preços do medicamento original.
Em Foz do Iguaçu, a Receita Federal registrou um aumento de 860,8% nas apreensões desses itens em um ano, saltando de 7.479 para 71.860 unidades. O diretor nacional interino da Dinavisa, Jorge Iliou Silvero, declarou que os dois países compartilham desafios na proteção da saúde da população.
Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, afirmou que as empresas do vizinho devem seguir as exigências técnicas brasileiras. Ele explicou que a patente da tirzepatida, que pertence à Eli Lilly, impede a comercialização de produtos similares no Brasil, mesmo que haja um pedido de registro sanitário.

