Apartamentos representam 63,7% dos imóveis residenciais tributados pelo IPTU 2026 no Rio de Janeiro, somando 1.025.417 unidades. O levantamento, disponível no portal de dados abertos da Prefeitura do Rio, indica que quase dois em cada três imóveis cadastrados na cidade estão em edifícios, enquanto as casas totalizam 568 mil unidades.
A verticalização é predominante na Zona Sul e em partes da Zona Sudoeste. Entre os bairros com ao menos cinco mil imóveis, a Barra Olímpica registra o maior índice, com 99,6% de apartamentos. Na sequência aparecem o Leme (98,9%), Flamengo (98,3%), Lagoa (95,8%) e Copacabana (95,4%). Na Zona Sul, onde 94% das 259.933 unidades são prédios, bairros como Leblon e Ipanema superam 93% de verticalização.
O cenário é oposto na Zona Oeste e no subúrbio, onde as casas prevalecem. Campo Grande possui o maior cadastro imobiliário residencial da cidade, com 90.940 imóveis, dos quais 70,3% são casas. Em Guaratiba, a proporção de residências fora de edifícios chega a 81,4%, tornando a região a mais horizontal do município. Outros índices altos de casas são registrados em Sepetiba (89%) e Bangu (70,7%).
Embora as casas representem apenas 35,3% do total de imóveis, elas concentram 46,6% de toda a área residencial construída. A diferença ocorre pelo tamanho das unidades: enquanto a média de um apartamento é de 77 metros quadrados, as casas possuem média de 123,1 metros quadrados. São Conrado tem a maior área média por unidade entre bairros com mil imóveis, com 199,9 metros quadrados.
No extremo oposto, a menor área média por imóvel está na Maré, com 38,1 metros quadrados, seguida pela Cidade de Deus, com 38,2 metros quadrados. Em termos de volume por via, a Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, lidera com 10.746 imóveis tributados e a maior área construída, somando 1,44 milhão de metros quadrados.

