Apenas sete das 293 escolas municipais de Goiânia permaneceram totalmente fechadas na terça-feira, 18 de agosto, durante o segundo dia de greve dos administrativos da educação. A Secretaria Municipal de Educação (SME) registrou o fato, em cumprimento à ordem judicial que exige que as unidades mantenham 70% dos servidores administrativos em serviço.
A Justiça determinou que as escolas mantenham no mínimo 70% dos servidores administrativos ativos, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil. Para assegurar o atendimento, a prefeitura anunciou medidas imediatas, incluindo reforço no controle de frequência e realocação temporária de trabalhadores para manter serviços como alimentação escolar e educação infantil.
Em paralelo ao litígio, a administração municipal apresentou aos servidores uma proposta de reestruturação da carreira, após quinze anos de espera. O impacto financeiro dessa proposta está estimado em R$ 10,2 milhões em 2026 e pode chegar a R$ 62,6 milhões em 2030. A nova tabela de vencimentos visa corrigir distorções entre níveis e letras de referência.
A Procuradoria-Geral do Município (PGM) solicitou à Justiça que o Sintego apresente documentos, como a ata da assembleia e o estatuto do sindicato, em cinco dias. A ausência desses itens pode afetar a análise da legalidade da paralisação. Uma audiência de conciliação está marcada para quarta-feira, 19 de agosto, às 9h, no Tribunal de Justiça de Goiás.


