A Apex Partners enfrenta entrave na recuperação judicial devido à ausência de documentos essenciais, segundo o administrador judicial. A plataforma capixaba, que declarou dívida bruta de R$ 986 milhões, tem 30 dias para protocolar o pedido formal.
O parecer da Laspro, administradora judicial, indica que há pendências em 123 das 178 sociedades listadas como requerentes da proteção judicial. Além dos documentos, o administrador cobra esclarecimentos sobre a natureza jurídica das obrigações classificadas como “cashback” e sobre estruturas de segregação patrimonial.
A companhia obteve tutela cautelar antecedente, que garante proteção temporária por 60 dias, mas o avanço depende da entrega das informações solicitadas. O processo foi aberto em sete de agosto, em meio à crise financeira e ao afastamento de Fernando Cinelli da presidência e de Eduardo Siqueira da diretoria financeira.
O relatório também aponta quatro SPEs imobiliárias cujas certidões foram apresentadas, mas que não constam entre as requerentes. A Laspro solicita que a Apex esclareça a relação dessas sociedades com o grupo econômico e forneça dados básicos, como a relação de ativos e passivos.


