A Apex Partners, sócia da CVC e ligada ao escândalo Master Capixaba, emitiu nota para conter desconfiança de investidores. A companhia capixaba afirmou que a gestão dos projetos imobiliários segue normal, mesmo após o rombo financeiro.
Documentos da própria Apex apresentaram à Justiça que a dívida líquida do grupo ultrapassou dois em um ano e meio, totalizando R$ 975 milhões. A empresa de investimentos e assessoria financeira do Espírito Santo utiliza a segregação patrimonial como argumento central em sua comunicação.
Segundo a nota, os empreendimentos são estruturados via Sociedade de Propósito Específico, modelo que isola o patrimônio de cada projeto da controladora. A Apex também informou que identificou as inconsistências financeiras e afastou o então presidente, Fernando Antonio Kulnig Cinelli, do cargo.
O quadro financeiro, contudo, apresenta complexidades. Debêntures próximas ao vencimento e pedidos de resgate concentram obrigações de curto prazo. Além disso, garantias de dívida são formadas por participações em empresas do próprio grupo, o que aumenta a pressão sobre o caixa da Apex.
O afastamento de Cinelli gerou desdobramentos judiciais. A Apex Partners pretende cobrar o ex-presidente na Justiça por suposta gestão temerária e má-fé. Enquanto isso, a presidência foi assumida interinamente por Marcelo Murad, sócio da Apex Partners, e uma auditoria externa está em fase de contratação.


