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Cotidiano

Apneia do sono aumenta risco de demência após os 40 anos

Carla Fernandes
Última atualização: 26 de agosto de 2026 21:50
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um estudo publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia indica que a apneia obstrutiva do sono, caracterizada por pausas repetidas na respiração durante o repouso, está associada a problemas de memória e maior risco de demência em pessoas com mais de 40 anos.

A pesquisa analisou mais de 2 mil participantes, com idades entre 40 e 70 anos, que realizaram avaliações online de saúde e habilidades cognitivas. Os dados mostram que pessoas com o distúrbio apresentaram pior desempenho de memória do que aquelas sem a condição. No entanto, quem recebeu tratamento teve resultados semelhantes aos de indivíduos saudáveis.

Os resultados apontam que a apneia obstrutiva do sono está ligada a uma maior incidência de fatores de risco para demência e comorbidades, como a obesidade. Gabriel Abdelmessih, candidato a doutorado em neuropsicologia clínica pela Escola de Ciências Psicológicas da Universidade Monash, afirmou que a condição é comum e tratável, mas raramente considerada em discussões sobre demência.

O pesquisador explicou que identificar e tratar a apneia na meia-idade pode representar uma oportunidade importante para promover a saúde cerebral a longo prazo. O distúrbio prejudica o ciclo do sono e manifesta sintomas como roncos, sonolência diurna, dor de cabeça, hipertensão, arritmias cardíacas e perturbação da atenção.

Para mitigar os riscos, a recomendação inclui a perda de peso, a interrupção do consumo de álcool e sedativos, além de dormir lateralmente ou com a cabeceira da cama elevada. Em casos moderados, são utilizados aparelhos como o CPAP, que mantém as vias aéreas abertas, ou o BiPAP, que auxilia a musculatura inspiratória a encher os pulmões de ar.

TAGGED:apneia-do-sonodemênciaestudo científicoMemóriasaude-cerebral
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