Um aposentado federal de 70 anos, com patrimônio de cerca de US$ 1,1 milhão, descobre que a regra de isenção do Medicare não o protegerá após os 73 anos. A distribuição mínima obrigatória (RMD) pode elevar sua renda tributável, fazendo com que ele pague um acréscimo de prêmios do Part B.
A regra de isenção do Medicare protege aposentados, mas essa proteção se encerra no ano em que o beneficiário completa 73 anos. A isenção limita o aumento do prêmio do Part B ao aumento do benefício do Seguro Social decorrente do reajuste anual pelo COLA. Em 2026, o COLA foi de 2,8%, e o prêmio padrão do Part B passou a ser de US$ 202,90 mensais.
A situação muda com o início da RMD, que começa aos 73 anos. A soma da pensão FERS, do Seguro Social tributável e da RMD calculada sobre o saldo de US$ 1,1 milhão pode elevar a Renda Bruta Ajustada (MAGI) acima do limite de US$ 109.000 para um contribuinte solteiro. Ao ultrapassar esse patamar, o prêmio do Part B sobe para US$ 284,10 mensais, acrescido de um adicional de US$ 81,20 do IRMAA.
Além disso, o Plano de Poupança de Tesouro (TSP) não permite distribuições caritativas qualificadas (QCD) diretamente. Para usar essa ferramenta de redução de renda, o valor precisa ser transferido primeiro para uma IRA tradicional. A imprensa recomenda que o aposentado transfira parte do TSP para uma IRA tradicional antes dos 73 anos para liberar as QCDs e planejar conversões Roth.

