O árbitro Anderson Daronco utilizou pela primeira vez no Campeonato Brasileiro o sinal criado pela CBF para limitar a comunicação com a arbitragem aos capitães. A ação ocorreu no sábado, dia 15 de agosto, no Maracanã, durante o jogo entre Fluminense e Palmeiras.
A situação surgiu após um lance polêmico envolvendo um jogador argentino, Giay, dentro da área, quando o placar marcava um a um. Após o cruzamento de Soteldo, a bola tocou na mão do atleta, e jogadores do Fluminense cercaram Daronco pedindo a marcação de pênalti. O árbitro mandou seguir a partida.
Diante da aproximação de atletas de ambas as equipes para contestar a decisão, Daronco executou o gesto de um X acima da cabeça. Essa sinalização aplica o protocolo de controle das reclamações coletivas, restringindo o diálogo à liderança de cada time.
O VAR analisou o lance, mas não recomendou a revisão, pois a arbitragem entendeu que não houve infração de Giay que justificasse a penalidade. A CBF definiu sinais específicos: o X acima da cabeça restringe a comunicação, enquanto punhos cruzados no peito indicam casos de racismo.
A medida busca organizar a comunicação em campo, prevenindo aglomerações. Contudo, a proposta de “lei do bolinho”, que prevê cartão amarelo para aglomerações, ainda está em debate entre a CBF e os clubes das Séries A e B.


