Um árbitro somali apitou a final da Supercopa da UEFA, disputada entre Paris Saint-Germain e Aston Villa. O profissional, que teve sua entrada nos Estados Unidos barrada para a Copa do Mundo, deixou uma mensagem na bola do jogo.
O árbitro, que tem trinta e quatro anos, declarou que a Supercopa foi sua Copa do Mundo. Ele agradeceu à UEFA e à Confederação Africana (CAF) pelo apoio. O profissional se tornou o primeiro árbitro não europeu a apitar uma final de competição da UEFA.
Antes do Mundial, o árbitro enfrentou dificuldades ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami. O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou a entrada, alegando que ele estava ligado a indivíduos suspeitos de organizações terroristas. O profissional nega as acusações, e a Somália o recebeu como herói após seu retorno.
Durante a premiação da Supercopa, o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, entregou medalhas aos participantes, incluindo a equipe de arbitragem liderada pelo somali. O gesto ocorreu em um contexto de tensão política entre Ceferin e o presidente da FIFA, Gianni Infantino.


