A artista japonesa Yayoi Kusama morreu aos 97 anos em um hospital de Tóquio, no dia 14 de agosto de 2026. O falecimento foi confirmado nesta quinta-feira (27) pela sociedade que administrava sua obra, que informou que a criadora manteve a produção artística até os últimos dias de vida.
Kusama foi uma das figuras mais influentes do século 20, reconhecida internacionalmente por suas esculturas de abóboras e instalações imersivas com repetição de redes e bolinhas. Essas formas surgiram de alucinações e traumas experimentados desde a infância, que a artista transformou em matéria-prima para sua produção.
Após estudar Belas-Artes no Japão, ela se mudou para os Estados Unidos no fim dos anos 1950. Em Nova York, integrou a vanguarda artística com performances e happenings. Durante esse período, fundou a Igreja da Autodestruição e criou uma marca de roupas, apesar da discriminação que afirmou ter enfrentado como mulher japonesa.
Nos anos 1970, a artista retornou ao Japão e ingressou voluntariamente em uma clínica psiquiátrica em Tóquio. No local, viveu e trabalhou até o fim da vida. A sociedade que geria sua obra declarou que Kusama desenvolveu uma carreira aclamada em artes visuais, narrativa, poesia e performance, explorando temas como o amor eterno.
A notícia do falecimento levou visitantes ao museu dedicado à sua obra na capital japonesa. Uma mulher de 50 anos relatou que levou a filha, de 10 anos, ao espaço para conhecer o uso das cores e as bolinhas da artista, definindo Kusama como uma pessoa perseverante.
O CEO da Apple, Tim Cook, prestou homenagem à artista. Ele escreveu que a criatividade de Kusama fez o mundo da arte avançar e a descreveu como uma visionária que demonstrou o poder de uma imaginação sem limites.

