Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi apontada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), como responsável por apoiar o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na indicação de emendas parlamentares. A ex-assessora foi alvo de buscas da Polícia Federal em dezembro do ano passado, em apuração de direcionamento indevido de recursos.
A assessora, que teve um papel relevante em Brasília, era tratada como chefe de Poder em reuniões na Esplanada dos Ministérios. Ela foi investigada por trabalhar para o encaminhamento de emendas de comissão, o que gerou um novo foco de apuração sobre o mau uso de verbas por congressistas. Relatos indicam que Tuca auxiliava prefeituras, deputados e ministérios, tendo acesso a senhas em sistemas específicos para que os recursos chegassem ao destino acordado.
Para a Polícia Federal e para o ministro Flávio Dino, Tuca é suspeita de direcionar emendas sem critérios técnicos. Em um caso específico, um deputado relatou que ela enviou planilhas prontas para assinatura, indicando a destinação de R$ 1,125 bilhão sem especificar autores, objetos ou beneficiários. Deputados e a própria assessora afirmam que sua função era exercida por delegação, atuando como “cumpridora de ordens”.
A atuação de Tuca era considerada gerencial por colegas, que reconheciam sua capacidade de resolver problemas. Ela circulou por pastas como Cidades, Saúde e Educação, e em momentos cruciais, uma chamada telefônica dela era capaz de interromper reuniões na sede da Presidência. A Mesa Diretora da Câmara solicitou ao STF em dezembro que ela retornasse ao cargo, em processo que corre em sigilo, alegando que há uma tentativa de criminalizar as emendas.

