Cientistas anunciaram a descoberta de um astro que pode ser o primeiro exosatélite fora do Sistema Solar. A equipe, liderada por Kevin Hoy no Observatório Europeu Austral (ESO), identificou um corpo quase do tamanho de Júpiter orbitando uma anã marrom.
O objeto, que não se assemelha às luas conhecidas, foi detectado utilizando o Very Large Telescope (VLT). Os pesquisadores relatam que o sistema apresenta três níveis hierárquicos: um objeto que orbita outro, que por sua vez orbita uma estrela. Segundo os cientistas, o termo mais adequado para a descoberta é “exosatélite”, pois descreve a relação gravitacional entre os corpos.
O exosatélite possui cerca de 90% da massa de Júpiter, totalizando 1,7 quatrilhão de toneladas, e completa uma órbita em 170 dias ao redor da anã marrom, identificada como CD-35 2722 B. A descoberta levanta questões de nomenclatura, visto que o corpo é maciço como um planeta, mas não orbita diretamente uma estrela.
A pesquisa, publicada em revista científica, aponta que a detecção foi feita por meio da análise de velocidade radial. Este método mede a oscilação periódica da luz emitida pelo astro, indicando a força gravitacional secundária em ação. A comunidade científica debate a classificação desse novo sistema, antecipando discussões semelhantes às que ocorreram com a definição de planetas anões.


