Um ataque cibernético inédito, utilizando inteligência artificial autônoma, comprometeu o governo de Taiwan. A invasão afetou o registro de pessoal, a agência de segurança nuclear e sete empresas de energia em um período de quatro dias.
O ataque, descoberto em doze de agosto de dois mil e vinte e seis, utilizou oito modelos de IA de código aberto para desenvolver um programa de invasão. Este programa realizou reconhecimento e intrusão de forma independente, conseguindo encadear vulnerabilidades e mudar táticas ao ser bloqueado.
A empresa de defesa cibernética Dream identificou a violação após encontrar um arquivo online de cento e sessenta megabytes contendo mil, trezentos e noventa e cinco arquivos. A investigação revelou que o ataque se baseou nos agentes de IA Hermes e OpenClaw. Os invasores simularam um teste de prontidão cibernética para contornar as proteções dos modelos de IA.
Documentos recuperados continham caracteres chineses simplificados, usados na China continental, e caracteres tradicionais, empregados em Taiwan. O Ministério de Assuntos Digitais de Taiwan não comentou sobre a violação, e autoridades chinesas não responderam a pedidos de esclarecimento.
Especialistas apontam que os agentes executaram a intrusão de ponta a ponta, explorando falhas em identidades e APIs. Foi detectada a exploração de endpoints de desenvolvimento expostos e APIs de dados sem autenticação. O ataque demonstra a capacidade de agentes de IA complexos em escala.

