Cerca de 19 das 27 unidades da Federação podem escolher seus governadores já no primeiro turno nas eleições de 2026, segundo a apuração de pesquisas e alianças atuais. O cenário indica que 14 estados têm chance elevada de definição imediata, enquanto outros cinco apresentam vantagem plausível para o mesmo desfecho.
A definição antecipada dos governadores altera a capacidade de mobilização das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Governadores eleitos precocemente podem atuar como cabos eleitorais, enquanto estados sem disputa local tendem a perder a tração que leva militantes e eleitores às ruas.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 40% das intenções de voto, contra 27% de Fernando Haddad (PT), conforme levantamento da Quaest divulgado na terça-feira (25). Se confirmar a reeleição no primeiro turno, a pressão para que o governador se envolva na campanha de Flávio Bolsonaro deve aumentar, já que o senador soma 30% contra 29% de Lula no estado.
Os cenários mais avançados aparecem em Santa Catarina e no Amapá. Jorginho Mello (PL) atingiu 50% das intenções de voto em Santa Catarina, enquanto no Amapá, Dr. Furlan (PSD) registra 55%, contra 35% de Clécio Luís (União Brasil). No Nordeste, disputas em Bahia, Ceará e Pernambuco mostram concentração de votos em apenas duas candidaturas, o que favorece a liquidação da disputa na primeira etapa.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com 37%, seguido por Douglas Ruas (PL) com 14%. Já em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece com 29%, com Patrus Ananias (PT) somando 11%. A vantagem de Cleitinho, que declarou apoio a Flávio, ganha relevância por ser o segundo maior colégio eleitoral do país.
Outros estados como Maranhão, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná também apresentam líderes com vantagem. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) soma 44%, enquanto Eduardo Riedel (PP) marca 40% em Mato Grosso do Sul. No Paraná, Sérgio Moro (PL) registra 37% das intenções de voto.


