Marzieh Hamidi, atleta afegã, relatou ter visto o Talibã em Cabul em agosto de 2021. A jovem, que tinha dezenove anos, vivenciou o período sob o novo regime. Ela discute a ideologia do grupo e a opressão contra mulheres.
A campeã de taekwondo, nascida no Irã em dois mil e dois, cresceu em família de exilados. Ela retornou ao Afeganistão em dois mil e dezenove, onde ficou cinco meses sob o controle do Talibã. Durante esse tempo, Hamidi deu entrevistas a veículos de comunicação internacionais contra o grupo. Ela saía de casa, coberta, e participou de protestos de mulheres.
Hamidi afirmou que o véu islâmico, para ela, é um símbolo de opressão, e não uma escolha pessoal. Segundo a atleta, mulheres morreram por causa dessa imposição. Ela discorda de parte do feminismo ocidental que defende o uso do véu como opção individual.
A atleta deixou o país no final de novembro de dois mil e vinte e um. Após passar dez dias no Catar, ela chegou a Paris em dezembro. Em dois mil e vinte e cinco, Hamidi lançou o livro Ils n’auront pas mon silence, escrito com um jornalista. Atualmente, ela está no Brasil em turnê de palestras.

