Uma atleta criticou a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A medida restringe a participação em competições femininas a atletas designadas com sexo biológico feminino ao nascer. A jogadora, de 41 anos, classificou a regra como um “enorme retrocesso” e afirmou que continuará na prática esportiva.
O pronunciamento foi feito pela assessoria de imprensa do Osasco São Cristóvão Saúde. A atleta declarou que a CBV está tirando seu amor pelo voleibol e sua profissão. Ela acrescentou que a mudança afeta o clube, a torcida, os patrocinadores e o direito de todas as pessoas trans.
A nova determinação da CBV, anunciada na última sexta-feira (14), busca alinhar-se às regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Antes, mulheres trans podiam jogar se os níveis de testosterona sérica ficassem abaixo de um limite específico. Agora, as atletas devem apresentar resultado negativo para o gene SRY.
A regra já vale para as edições deste ano da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa. Ela também se aplica à Copa Brasil e ao Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027. No último sábado (15), o Osasco enfrentou o Pinheiros no Campeonato Paulista, onde a atleta atuou, apesar da derrota por 3 sets a 2.


