A oposta Tifanny, que defende o Osasco São Cristóvão Saúde, classificou como “enorme retrocesso” a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A regra restringe a participação em competições femininas a atletas designadas com sexo biológico feminino ao nascer, conforme a jogadora afirmou.
Tifanny, que é a primeira transgênero a atuar na Superliga, disse que a CBV está retirando o que ela tem, que é o amor pelo vôlei e a profissão que exerce há anos. Ela afirmou que a mudança afeta o clube, a torcida e o direito de todas as pessoas trans.
A atleta, que joga na modalidade desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, declarou que não se calará e tomará medidas para defender seu direito à visibilidade e à inclusão no esporte. O pronunciamento ocorreu após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista, no último sábado (15).
A CBV anunciou o novo critério de elegibilidade na sexta-feira (14). A determinação exige que as atletas apresentem resultado negativo para o gene SRY, diferente do critério anterior baseado nos níveis de testosterona sérica. A nova política é válida para as edições deste ano da Superliga e da Supercopa.


