O ator Bruno Gagliasso, que interpreta Honestino Guimarães em um documentário híbrido, afirmou que o cinema precisa produzir mais obras sobre a ditadura militar brasileira. A declaração ocorreu na pré-estreia do filme, realizada em Brasília, no dia 12 de agosto.
Gagliasso, presente na exibição no Cine Cultura do Liberty Mall, disse que a produção atual não é suficiente para abordar o tema. Ele ressaltou que o cinema nacional deve retratar o período, visto que ele faz parte da história do país.
Nilson Rodrigues, produtor da obra, contestou a ideia de que a ditadura seria um tema prioritário na ficção brasileira. O produtor comparou a produção nacional com a da Argentina, afirmando que este país produziu menos registros sobre o assunto.
Aurélio Michiles, diretor do documentário, explicou o desafio de criar a narrativa, dada a escassez de registros de Honestino Guimarães. A equipe utilizou a mistura de relatos, documentos e cenas ficcionais para representar a história como dinâmica e viva.
Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), reforçou a importância de tratar de temas como o de Honestino. Segundo Borges, o filme mostra as consequências dos sistemas autoritários na juventude e na população brasileira, um legado de medo e perseguição.


