O ator Bruno Gagliasso defende que o Brasil deve produzir mais obras cinematográficas sobre a ditadura militar, período entre 1964 e 1985. O ator, que interpretou Honestino Guimarães em um documentário-híbrido, afirmou que a produção nacional sobre o tema é insuficiente.
O longa, dirigido por Aurélio Michiles, estreou em dezoito cidades brasileiras nesta quinta-feira (13). Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, Gagliasso declarou que o tema é parte da história do país. Ele disse que ficou satisfeito com o convite para participar, pois Honestino deveria ser mais conhecido por todas as gerações.
Nilson Rodrigues, produtor do filme, comparou o Brasil a outros países sul-americanos que enfrentaram regimes ditatoriais. Segundo ele, o país produziu poucas obras de ficção sobre o tema, enquanto a Argentina produziu mais de cem filmes.
O diretor Aurélio Michiles explicou as dificuldades de documentar a época. Ele relatou que lideranças estudantis daquele período pediam que assembleias e protestos não fossem fotografados ou filmados, visando a segurança dos participantes. Michiles utilizou registros de uma invasão à UnB em 1968 para ilustrar o comportamento da repressão.
Para compor o documentário, Michiles optou por um formato híbrido, utilizando atores para cenas não documentáveis. Gagliasso afirmou que conhecer a história do país é um dever, dizendo que quer que seus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães.


