Atrasos na coleta de resíduos sólidos urbanos criam uma série de problemas que extrapolam o incômodo visual das ruas. Segundo Márcio Velho da Silva, consultor técnico, esses atrasos geram riscos sanitários e afetam a percepção de segurança nos bairros.
O gestor aponta que cada intervalo maior que o previsto entre as coletas permite a decomposição de resíduos orgânicos a céu aberto. Isso atrai roedores e insetos, vetores associados à transmissão de doenças, um risco que se agrava em regiões de clima quente.
Além da questão sanitária, o acúmulo de lixo contribui para entupimentos em bueiros e redes de drenagem, complicando problemas urbanos, especialmente em períodos de chuva forte. O serviço falho interage com outros sistemas da infraestrutura municipal.
Velho da Silva observa que as falhas operacionais frequentemente ocorrem em bairros periféricos. Isso gera uma desigualdade, pois regiões com menos monitoramento sofrem mais com a interrupção do serviço, impactando diretamente indicadores de saúde local.
Para melhorar a regularidade, é preciso integrar a gestão de resíduos com a manutenção da frota. O consultor técnico sugere que as cidades usem métricas como tempo médio entre coletas e volume de reclamações, indo além da frequência contratual.


