Uma audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 13, expôs um impasse entre a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e o Ministério da Fazenda. A discussão envolve um empréstimo de mais de R$ 6,5 bilhões destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB).
Celina Leão sustentou durante o encontro que o governo local possui condições fiscais para realizar a operação. Contudo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, contestou essa avaliação. Segundo Durigan, os dados recentes do Tesouro Nacional indicam piora na situação fiscal do DF. Ele afirmou que, com a atualização da regra do GDF, a situação do governo piorou.
A divergência centra-se na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal dos entes locais e define se a União pode garantir créditos. A governadora declarou que, com a atualização das contas, o DF conseguiria nota A. Ela projetou que o governo encerraria o ano com saldo positivo de R$ 3 bilhões.
Celina Leão também informou que o BRB não pode publicar seu balanço enquanto estiver em recuperação. Ela pediu o aval do governo federal para destravar o acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que pode conceder até R$ 6,6 bilhões.
O FGC, por sua vez, comunicou ao STF que a análise do empréstimo depende da apresentação dos balanços financeiros do BRB. O fundo ainda não recebeu integralmente as demonstrações referentes ao exercício de 2025 e ao primeiro semestre de 2026.


