Uma audiência de mediação no Supremo Tribunal Federal, presidida pelo ministro Luiz Fux, não obteve avanços na tentativa de destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões. O valor visa auxiliar o Banco de Brasília (BRB) a cobrir prejuízos causados pela aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
O acordo, chancelado por Fux em maio deste ano, previa que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) avaliaria o crédito sem aval financeiro do governo federal. O fundo receberia garantia com verbas federais destinadas ao Governo do Distrito Federal (GDF) via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Entretanto, as negociações estagnaram, levando o GDF a protocolar uma petição no STF sobre a não concretização do pacto.
A governadora Celina Leão afirmou durante a audiência que o empréstimo seria concedido ao GDF, controlador do BRB, e não à instituição bancária. Ela reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após a investigação do caso Master, mas sustentou que todas as informações foram enviadas ao FGC, e que o banco é sólido.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou e reforçou que a União não seria avalista do empréstimo. Durigan declarou que o problema é gerado pelo governo do DF e pelo BRB, devendo ser tratado pelos responsáveis. O empréstimo é uma exigência do Banco Central (BC) para recompor as contas do banco após fraudes apontadas na Operação Compliance Zero da Polícia Federal.


