O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou, neste sábado (29), que não se identifica com a direita ou a esquerda. Durante sabatina com jornalistas, o escritor e psiquiatra criticou a polarização da sociedade brasileira e declarou que a maioria dos problemas sociais não possui cor partidária.
Cury afirmou que o Brasil está radicalizado e que a ideia de a população estar dividida em dois grupos é mentirosa. Segundo o candidato, os mais de 200 milhões de brasileiros estão em um único barco e que 90% das dores da população não têm cor partidária.
O candidato mencionou a violência contra mulheres, o desemprego de jovens e os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho como exemplos de pautas que transcendem ideologias. Ele citou ainda a situação de pessoas com autismo e a perda de autoridade de professores em sala de aula.
Em sabatina realizada na sexta-feira (28), Cury repetiu a tese de que problemas de educação e violência não possuem cor ideológica. O candidato tem utilizado esses argumentos em suas falas recentes.
Sobre sua posição política, o escritor definiu que possui a mente capitalista, baseada em meritocracia, Estado enxuto, empreendedorismo, liberdade de expressão e preservação da família, mas que seu coração é social.
Cury disse que pode ter valores da direita dentro do centro e também valores sociais. O candidato afirmou que existem contradições e citou a liberdade de expressão, mencionando que setores da esquerda também valorizam o tema.
Anteriormente, no dia 17 de agosto, o candidato já havia criticado a polarização após ameaçar não participar de um debate devido às ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Flávio Bolsonaro (PL) e de Romeu Zema (Novo).

