O candidato do Avante, Augusto Cury, afirmou ser o único presidenciável a propor uma reforma estrutural no Supremo Tribunal Federal (STF), com o fim da vitaliciedade e a fixação de mandatos de oito anos para os ministros. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (28), durante entrevista concedida a veículos de imprensa.
Cury manifestou-se contra a reeleição e defendeu a adoção do parlamentarismo ou do semipresidencialismo, com a nomeação de um primeiro-ministro chancelado pelo Congresso Nacional. O candidato afirmou que o país já vive um parlamentarismo de fato, mas não de direito. Caso seja eleito, pretende reduzir a estrutura governamental para apenas oito ministérios, priorizando secretarias executivas.
Sobre os eventos de 8 de janeiro, o candidato propôs a criação de uma comissão de juristas nacionais e internacionais para revisar processos e verificar a existência de vícios ou penas desproporcionais. Cury declarou que, em sua opinião pessoal, houve condenações excessivas em diversos casos.
Na segurança pública, o candidato prometeu integrar as forças policiais e criar a corporação “Foco”, voltada ao trabalho preventivo, com a meta de 400 mil profissionais, representando 5% da força de trabalho municipal. Ele se posicionou contra o armamento da população, exceto em áreas agrícolas, e manifestou apoio ao uso de câmeras nas fardas policiais.
Em relação às redes sociais, Cury disse ser contra a regulação por questões de liberdade de expressão, mas defendeu a taxação pesada de big techs, comparando a medida à tributação de cigarros. O candidato criticou o impacto dos smartphones na saúde mental de jovens e afirmou que levaria Mark Zuckerberg, da Meta, a tribunais internacionais.
Na economia, o candidato defendeu a realização de uma auditoria para cortes de gastos e a taxação de bets, mas rejeitou a possibilidade de aumentar a arrecadação tributária. Cury citou a redução de despesas com cartões corporativos e energia em palácios como medidas simbólicas de economia.


