A Azul registrou receita líquida recorde de R$ 4,98 bilhões no segundo trimestre, período de abril a junho de 2026. O resultado foi alcançado mesmo com a redução de 10,6% na capacidade da companhia e custos elevados com combustível. A empresa também conseguiu diminuir sua dívida bruta em R$ 13 bilhões.
A estratégia da companhia focou em concentrar a oferta nos mercados mais rentáveis e elevar a receita por assento. O indicador RASK avançou 12,7%, atingindo 43,41 centavos, um valor recorde para o período. A receita gerada por produtos premium cresceu 12,4%, mesmo com menos voos disponíveis. As unidades de negócio além do transporte de passageiros representaram 21% do RASK.
A desalavancagem foi um destaque financeiro. A dívida bruta finalizou junho com R$ 21,4 bilhões, o que representa uma queda de R$ 13 bilhões em comparação com R$ 34,4 bilhões no segundo trimestre de 2025. A relação entre dívida líquida e Ebitda caiu de 5,2 vezes para 3 vezes, segundo dados da empresa.
A alta do preço do combustível impactou os custos, pois o valor médio por litro subiu 61,8%, passando de R$ 3,86 para R$ 6,25. O Ebitda ajustado ficou em R$ 510,1 milhões, com margem de 10,2%, em contraste com o Ebitda de R$ 1,14 bilhão registrado no mesmo período de 2025. O resultado líquido, contudo, foi prejuízo de R$ 1,04 bilhão, revertendo o lucro de R$ 1,29 bilhão do ano anterior.
O CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que o trimestre demonstrou a capacidade da empresa de executar seu plano de negócio com disciplina. A companhia planeja manter o foco em rentabilidade e redução da alavancagem no segundo semestre, prevendo retomar crescimento moderado da capacidade a partir do quarto trimestre.


