Os números do IDEB 2025, divulgados pelo MEC e Inep, indicam que a Bahia permanece entre os estados mais vulneráveis socialmente. O desempenho educacional, que alcançou 4,0 no ensino médio, reflete a desigualdade que atinge majoritariamente a população negra do estado.
Apesar de haver melhora em comparação com o próprio estado, os resultados mostram disparidade frente à média nacional. Na rede estadual, o ensino médio registrou apenas 3,8. O baixo desempenho escolar está diretamente ligado ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Bahia, que é de 0,691, e ao rendimento domiciliar per capita de R$ 1.465, segundo o IBGE.
A dimensão racial agrava o quadro. O Censo aponta que 79,7% da população baiana é preta ou parda, e o estado detém a maior proporção de pessoas pretas no país, com 22,4%. Assim, o insucesso da educação pública atinge prioritariamente crianças e jovens negros.
O atual grupo de governo, que está no poder há cerca de duas décadas, tem a responsabilidade de reverter o quadro. Jerônimo Rodrigues, que administrou a pasta entre 2019 e 2022 e hoje ocupa o cargo de governador, é apontado como figura com conhecimento interno do problema. A necessidade, segundo análises, é entregar resultados concretos, e não apenas anunciar investimentos em infraestrutura.

