Cientistas utilizam padrões de calosidades, manchas grossas na cabeça das baleias-comuns, para identificar indivíduos na Península Valdés, Argentina. Essas marcas funcionam como impressões digitais, auxiliando o monitoramento da espécie.
Os pesquisadores do Programa de Pesquisa de Baleias-comuns coletam fotografias aéreas. Essas imagens ajudam a registrar sexo, idade, condição física e se há filhotes. A informação compõe um banco de dados que acompanha mais de 5.000 baleias identificadas.
Desde 2016, o banco de dados incorpora dados de cientistas cidadãos. Em parceria com a Associação de Guias de Observação de Baleias de Puerto Pirámides, foram recebidas fotos de embarcações turísticas. Essa iniciativa permite que a comunidade local participe da conservação da espécie.
Os guias de observação contribuíram com mais de 460.000 fotos. Isso levou à identificação de 278 baleias novas e 122 reconhecidas que não estavam documentadas antes pelos levantamentos aéreos. Filhotes são difíceis de identificar por fotos aéreas, o que torna as imagens de barcos valiosas.

