A categoria de bancários do país aprovou, em assembleias realizadas na segunda-feira, uma paralisação de 24 horas para a quinta-feira. A greve é reação à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos na Campanha Nacional Unificada de 2026, que trata de reajuste salarial e aumento do piso para novos membros.
A última rodada de negociação, ocorrida na quinta-feira, não chegou a um acordo. Os bancos haviam sugerido a redução dos vales-refeição e alimentação em cidades do interior, além de ameaçar acionar o Tribunal Superior do Trabalho para validar o corte. Essa proposta foi retirada, mantendo apenas o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, sem detalhar os percentuais.
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, afirmou que a categoria não aceitará a retirada de direitos. Ela declarou que os bancários defenderão a minuta aprovada por eles, pleiteando aumento real, valorização dos pisos, tíquetes, PLR e a criação de um piso para trabalhadores de TI.
O anúncio da paralisação foi feito após a rejeição da proposta da Fenaban por 97% da categoria bancária, conforme consta no site do Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. A oitava rodada de negociações está marcada para terça-feira, e o setor aguarda o resultado para decidir sobre a manutenção da greve.


