O Banco Central defendeu nesta quinta-feira (13) uma atuação mais rigorosa contra instituições não bancárias. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que empresas buscam usar a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aumentar a captação de recursos.
Segundo Galípolo, companhias de pequeno e médio porte pedem autorização para operar como bancos, sem possuir estrutura financeira adequada. Esse movimento gera distorção no mercado, pois permite que essas empresas concorram com instituições bancárias sujeitas a exigências mais rígidas. O BC trabalha com o FGC para impedir o uso inadequado dessas garantias.
O Fundo, criado em mil novecentos e noventa e cinco, é financiado por contribuições das instituições financeiras. Ele garante depósitos e investimentos quando uma instituição falha. Atualmente, a cobertura atinge até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
O FGC recebeu destaque após problemas envolvendo o Banco Master. Dados mostram que cerca de R$ 40,6 bilhões foram pagos em garantias a aproximadamente 1,6 milhão de credores. Para cobrir os valores, o FGC aprovou um plano emergencial que prevê aumento de até 60% nas contribuições adicionais das participantes.


