A Bank of America mantém recomendação de compra para as ações da Nvidia, apesar das crescentes preocupações com o financiamento a terceiros. A empresa, cujas ações negociam perto de US$ 225, tem demonstrado maior lentidão em 2026 comparada ao ano anterior, segundo dados de fontes financeiras.
O analista Vivek Arya, da Bank of America, reafirmou a classificação de compra e manteve a meta de preço em US$ 350 para a Nvidia. O argumento central do banco é que a Nvidia transcende a função de fornecedora de chips, pois assegura insumos escassos para a infraestrutura de inteligência artificial, incluindo energia e instalações de data centers.
O debate recente sobre o risco de crédito surgiu devido a relatórios de que a Nvidia pode financiar projetos de data centers, como um no Ohio, no valor de cerca de US$ 250 bilhões. O banco de investimento sustenta que o mercado está descontando um cenário pior do que o justificado pelos compromissos de financiamento.
Arya detalhou a economia por trás de um compromisso de US$ 105 bilhões com um campus da OpenAI no Ohio. A garantia limita os prejuízos da Nvidia ao valor residual ligado aos aluguéis do data center, não cobrindo o empréstimo total. O banco estima que essa parceria pode gerar entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões em receita por geração de hardware.
A instituição financeira divide a geração de caixa da Nvidia em duas partes: cerca de cinquenta por cento é tratada como caixa para acionistas, enquanto o restante apoia investimentos no ecossistema. Mesmo com esse desconto de risco, os analistas da Bank of America consideram o valor da ação baixo, dado que a empresa projeta quase US$ 470 bilhões em caixa livre entre 2026 e 2027.


