O Bank of America identificou uma ‘grande convergência’ no crescimento do gasto em diferentes grupos de renda nos Estados Unidos. Após um período de divisão, o banco aponta que o crescimento do consumo está se alinhando, mas a desigualdade de riqueza permanece.
Análises internas do banco indicavam um padrão em formato de ‘K’, onde famílias de alta renda gastavam mais rápido que as de baixa renda. Esse descompasso se manifestava no gasto, com o grupo do topo um por cento apresentando crescimento de nove por cento, contra cinco vírgula cinco por cento das demais famílias.
Mais recentemente, os dados de consumo do Bank of America mostram que o crescimento do gasto em faixas de renda mais baixas, média e alta se aproximou. O crescimento discricionário está convergindo perto de cinco por cento em relação ao ano anterior, segundo David Tinsley, economista sênior do Bank of America Institute.
Apesar da convergência no fluxo de caixa, o banco ressalta que a divisão de riqueza não sumiu. O topo cinco por cento continua apresentando crescimento de gasto cerca de um vírgula cinco pontos percentuais superior, impulsionado por efeitos do mercado de ações. Aditya Bhave, chefe de economia dos EUA para o Bank of America Global Research, disse que a convergência ocorre por enquanto, mas não descartaria um novo alargamento do padrão.
Um fator relevante para a mudança foi o aumento do crescimento salarial após impostos para famílias de baixa renda, que acelerou para cerca de cinco por cento nos últimos meses, aproximando-se dos grupos mais abastados. O banco sugere que a mudança pode estar ligada à troca de empregos, o que pode gerar aumentos salariais de quase dez por cento para esses trabalhadores.


