Uma barriga de aluguel está sendo processada por quebra de contrato nos Estados Unidos. A disputa judicial envolve os pais biológicos, o nome do recém-nascido e o tratamento médico da criança, que possui cardiopatia.
O casal Nausheen Gilkar e Omar Ahmed alega que o uso de um nome diferente do estipulado viola o contrato de barriga de aluguel, assinado em agosto do ano passado pela Worldwide Surrogacy Specialists LLC. Os pais chamam o menino de Rumi, enquanto a gestante se refere a ele como Gabriel.
A gestante contesta a alegação, afirmando que o acordo apenas concede aos pais o direito de escolher o nome na certidão de nascimento. Ela defende que o apelido Gabriel não impede o registro de Rumi, e que seu uso ajuda a proteger a privacidade do bebê. Um juiz da Califórnia orientou as partes a evitar ambos os nomes para não agravar o conflito.
O processo mais amplo busca indenização superior a US$ 100 mil. Os pais alegam que a gestante inicialmente concordou em interromper a gestação após o diagnóstico de síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, mas mudou de posição e parou de se comunicar com eles. A cardiopatia foi identificada na vigésima semana de gestação.
Após descobrir um hospital especializado no Texas, a gestante decidiu permanecer no estado. Essa mudança contrariou os pais, que defendiam o parto na Califórnia, alegando que o afastamento da equipe médica complicaria o tratamento. O bebê nasceu em 12 de agosto e já passou pela primeira das três cirurgias cardíacas previstas.


