Os beija-flores prosperam na Reserva de Biosfera Chocó Andino de Pichincha, no Equador. Essas aves, que possuem anatomia especializada, geram um zumbido distinto ao voar. O som resulta da rápida alteração de pressão do ar criada pelo movimento das asas.
As aves pequenas e coloridas, nativas das Américas, possuem um metabolismo rápido e mecânicas de voo únicas. Essa característica se desenvolveu em coevolução com as flores. Segundo Tatiana Santander, coordenadora sênior de projetos da Aves y Conservación, os beija-flores desenvolveram bicos longos e línguas bifurcadas para se alimentar de néctar.
Esses pássaros são únicos por conseguirem voar em todas as direções, inclusive para trás. Eles batem as asas mais de oitenta vezes por segundo. O movimento não é vertical, mas sim uma rotação em oito, permitindo que criem diferenças de pressão de ar. Essas diferenças geram a sustentação e o impulso necessários para pairar ou se mover.
O zumbido característico, diferente do ruído de aves maiores, é gerado por essa mudança rápida de pressão atmosférica. A frequência do som varia conforme a espécie, com alguns movendo as asas entre quarenta e duzentos batimentos por segundo. Um beija-flor de porte médio, por exemplo, produz um trinado metálico.
Além do zumbido, as aves produzem outros sons. Santander afirmou que, durante lutas territoriais, os pássaros emitem um som semelhante a uma bomba ao baterem as asas. Em mergulhos de cortejo, machos podem atingir velocidades de até sessenta milhas por hora, gerando um ‘pop’ acústico.


