A Berkshire Hathaway aumentou sua participação na Delta Air Lines no segundo trimestre de 2026. O investimento, que alcançou 57,3 milhões de ações, valorizou cerca de 5,4 bilhões de dólares ao fim de junho. A movimentação contrasta com a venda anterior do portfólio aéreo pelo grupo.
O conglomerado, que já havia construído uma posição na Delta avaliada em 2,6 bilhões de dólares até março de 2026, reforçou seu aporte. Essa aquisição se deu sob a gestão de Greg Abel, que assumiu a liderança da Berkshire em janeiro. Abel estabeleceu uma política de manter posições centrais, enquanto as demais seriam concentradas.
Os números da Delta justificam o interesse do investidor. A companhia aérea registrou receita de 17,7 bilhões de dólares no segundo trimestre, um aumento de 14% em relação ao ano anterior, mesmo com crescimento de capacidade de apenas 1%. O lucro antes dos impostos atingiu 1,4 bilhão de dólares.
A diversificação de receita também é um fator chave. Serviços como assentos premium, programas de fidelidade, carga e manutenção representaram 61% da receita total no período. O negócio de carga cresceu 39%, e a parceria com a American Express projeta 9 bilhões de dólares em receita para o ano.
Além disso, o balanço da Delta mostra melhora. O patrimônio líquido dos acionistas subiu para 21,8 bilhões de dólares. A empresa gerou 8,1 bilhões de dólares em fluxo de caixa operacional no período recente, o que sustenta as projeções de lucros para o ano, que variam entre 6,50 e 7,50 dólares por ação.


