A Berkshire Hathaway iniciou a redução de seu estoque de caixa no segundo trimestre, investindo bilhões em ações e recomprando ações próprias após divulgar um lucro acima do esperado. A empresa recomprou US$ 4,5 bilhões em ações próprias entre abril e junho e mais de US$ 3,3 bilhões em julho.
O conglomerado, com sede em Omaha, Nebraska, acelerou as recompras iniciadas em março, após um hiato de quase dois anos. A Berkshire comprou quase US$ 20 bilhões a mais em ações do que vendeu, encerrando uma sequência de 14 trimestres consecutivos como vendedora líquida de ações. As aquisições incluíram um acréscimo de US$ 10 bilhões ao investimento já significativo na Alphabet, controladora do Google e do YouTube.
O lucro operacional trimestral subiu 16%, totalizando US$ 12,98 bilhões, superando as previsões dos analistas. A melhora na ferrovia BNSF e nos negócios de serviços, como NetJets e TTI, ajudou a compensar a fraqueza da seguradora Geico. O lucro líquido mais que dobrou, atingindo US$ 25,67 bilhões, considerando ganhos não realizados.
A receita da Berkshire cresceu 10%, chegando a US$ 101,81 bilhões. Apesar do desempenho financeiro, a empresa afirmou que há “considerável incerteza” em relação a eventos macroeconômicos e geopolíticos, como tarifas e guerras.


