A Berkshire Hathaway vendeu mais de cento e setenta e cinco bilhões de dólares em ações desde outubro de dois mil e vinte e dois. A empresa, sob a gestão de Greg Abel, realizou vendas líquidas em catorze dos quinze trimestres analisados. Esse padrão de venda indica cautela diante do cenário atual do mercado de ações.
Os dados trimestrais mostram que, entre o quarto trimestre de dois mil e vinte e dois e o quarto trimestre de dois mil e vinte e três, a companhia desfez entre quinhentos milhões e quase quinze bilhões em vendas. A intensidade das vendas aumentou nos trimestres seguintes. O primeiro trimestre de dois mil e vinte e quatro registrou mais de dezessete bilhões em vendas líquidas, e o segundo trimestre de dois mil e vinte e quatro foi o maior, com setenta e cinco bilhões e cinquenta e quatro milhões de dólares.
Em um movimento recente, Greg Abel investiu cerca de dezessete bilhões de dólares em ações da Alphabet. No entanto, especialistas apontam que essa compra não reverte o padrão de vendas observado nos últimos quatro anos. A Alphabet agora figura entre as cinco maiores participações da Berkshire, ao lado de American Express, Apple, Bank of America e Coca-Cola.
Warren Buffett apontou que a relação entre o valor total do mercado de ações dos Estados Unidos e o Produto Interno Bruto é um bom indicador de valorização. Em doze de agosto, esse índice atingiu duzentos e quarenta vírgula três dois por cento, um recorde histórico. Ele afirmou que isso significa que os investidores pagam mais por cada dólar de atividade econômica do que em qualquer momento da história moderna do mercado.
A empresa mantém reservas de caixa superiores a trezentos e sessenta bilhões de dólares, mesmo após a aquisição da Alphabet. A análise da Berkshire sugere que encontrar boas oportunidades a preços razoáveis se tornou mais difícil nos últimos cinquenta anos, o que justifica a postura de espera da companhia.

