O preço do Bitcoin avançou cerca de 20% em menos de 48 horas, saltando de aproximadamente US$ 64.500 para cerca de US$ 77.050. O movimento ocorreu após semanas de estabilidade, sendo catalisado por fatores macroeconômicos e um efeito de short squeeze.
O Tesouro dos EUA anunciou planos para dobrar o tamanho de operações de recompra de títulos de longo prazo, chegando a US$ 4 bilhões, buscando melhorar a liquidez no mercado de títulos. Essa medida inicial reduziu rendimentos de títulos e enfraqueceu o dólar, criando um ambiente favorável para ativos de risco como o Bitcoin.
Adicionalmente, o presidente Trump pressionou o Congresso a aprovar o Digital Asset Market Clarity Act, projeto que definirá ativos digitais e agências federais responsáveis por fiscalizá-los. Esse cenário regulatório, somado à liquidez, impulsionou o ativo.
Os dados de mercado indicam que mais de US$ 3,1 bilhões em posições vendidas a descoberto foram liquidadas quando o Bitcoin rompeu a alta. Esse mecanismo força os vendedores a comprarem o ativo para encerrar posições, elevando os preços. Contudo, as liquidações recentes caíram mais de 60% em relação ao pico inicial.
A continuidade da alta depende agora da demanda real, e não apenas da força do squeeze. Os ETFs de Bitcoin à vista atraíram US$ 606,3 milhões na quinta-feira, e os fluxos semanais chegaram a US$ 1,61 bilhão. Para atingir a meta de US$ 79.500, os fluxos diários precisam se manter acima de US$ 500 milhões.

