O Bitcoin ultrapassou a marca de US$ 72 mil nas últimas sessões, atingindo o patamar mais alto desde o início de junho. O ativo subiu cerca de 15% na semana, impulsionado por anúncios do Tesouro dos Estados Unidos e entrada de capital em ETFs.
A alta ocorreu após o ativo romper as resistências de US$ 65 mil, US$ 67 mil e o nível psicológico de US$ 70 mil, após um período de lateralização. Segundo a análise, o movimento foi reforçado pela entrada de US$ 517,2 milhões nos ETFs de Bitcoin à vista na sessão anterior, totalizando quase US$ 1 bilhão na semana.
A movimentação também refletiu a liquidação de mais de US$ 3,1 bilhões em posições, o que sugere que parte do avanço veio da compra forçada de investidores que previam queda. A continuidade da valorização depende da capacidade da demanda à vista de manter o fluxo comprador.
Em análise técnica, o ativo demonstrou melhora no gráfico diário, voltando a negociar acima das médias móveis. Contudo, o indicador IFR de 14 períodos atingiu 79,89 pontos, indicando sobrecompra. Os próximos alvos de resistência incluem US$ 74.450 e US$ 78.200, com potencial para alcançar US$ 82.850/US$ 84.650.
No médio prazo, o gráfico semanal mostra recuperação, com o ativo acima de US$ 70 mil. Para ganhar consistência, o Bitcoin precisa superar a faixa de resistência entre US$ 82.850 e US$ 97.925. A perda da região entre US$ 67.290 e US$ 61.300 enfraqueceria a recuperação atual.

