A Bloom Energy registrou alta de 147,39% no ano, impulsionada pela demanda de grandes consumidores de inteligência artificial. No entanto, um relatório de vendedor em curto e uma recente retração levantam dúvidas sobre o potencial de crescimento futuro da companhia, segundo análises de mercado.
A empresa, que negociou a US$ 214,96 no fechamento de 17 de julho, viu suas ações atingirem um pico de US$ 351,28 antes de cair 24,57% no último mês. Essa queda foi motivada por um relatório de vendedor em curto em 8 de julho de 2026, que alegou divulgações enganosas sobre capacidade de produção e cadeia de suprimentos.
Apesar da volatilidade, os fundamentos da Bloom Energy permanecem sólidos. A receita do primeiro trimestre de 2026 alcançou US$ 751,05 milhões, um crescimento de 130,4% em relação ao ano anterior. A administração elevou a previsão de receita para o ano fiscal de 2026 para um patamar entre US$ 3,40 bilhões e US$ 3,80 bilhões.
A tese de alta aponta que a Bloom se torna fornecedora padrão de energia local para grandes consumidores de IA. O backlog total da empresa soma cerca de US$ 20 bilhões. Contudo, a análise de preço da 24/7 Wall St. sugere um alvo de US$ 192,91, o que implica uma potencial queda de 10,26% nos próximos 12 meses, mantendo a recomendação de manter.


