O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,90%, atingindo 167.830,27 pontos, interrompendo uma sequência de onze quedas. O dólar comercial registrou queda de 0,87%, fechando em R$ 5,176, nesta quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026.
A recuperação do mercado brasileiro ocorreu após um movimento de correção frente às perdas acumuladas no mês. A melhora foi acompanhada por otimismo no cenário internacional. O Tesouro dos Estados Unidos anunciou a intenção de dobrar o tamanho das operações de recompra de títulos de longo prazo, passando de dez para trinta anos, para um mínimo de US$ 4 bilhões por operação.
Nicolas Gass, sócio da GT Capital, declarou que o movimento americano representa um alívio externo e temporário para os mercados globais, mas não altera os fundamentos domésticos brasileiros. Ele explicou que a queda nos juros longos dos EUA diminui a taxa de desconto usada para precificar ações, melhorando o apetite por ativos de risco em mercados emergentes.
Embora investidores estrangeiros tivessem retirado R$ 18,147 bilhões da B3 até 14 de agosto, o fluxo cambial registrou entrada líquida de US$ 1,504 bilhão em agosto, segundo dados preliminares do Banco Central. A intervenção do Tesouro americano também ajudou a derrubar os juros futuros no Brasil, diminuindo o prêmio de risco exigido para financiar o país.
No setor de commodities, o petróleo avançou pela quarta sessão consecutiva. O Brent encerrou em alta de 0,23%, aos US$ 91,23, devido às tensões no Oriente Médio. Contudo, os ganhos foram limitados pela divulgação de estoques norte-americanos, que subiram 4,4 milhões de barris na semana encerrada em 14 de agosto.

