As bolsas de Nova York registraram queda na véspera, o que impediu o Ibovespa de consolidar a alta de mais de 1% vista na manhã. O cenário foi marcado pela preocupação com o custo de financiamento da dívida americana e pela ausência de resolução do conflito no Oriente Médio.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que dificilmente os ataques contra o Irã seriam retomados, mas reforçou que o país enfrentaria as sanções mais duras da história. Apesar disso, Teerã condenou as pressões econômicas e declarou manter-se firme na defesa de seus interesses nacionais.
O petróleo subiu mais de 2%, atingindo perto de US$ 94 por barril de Brent, o que reacendeu receios de inflação global. Essa alta pressionou os juros dos Treasuries e dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 recuaram, enquanto ações do Walmart despencaram quase 9% após a divulgação do balanço trimestral.
O Ibovespa fechou em 167.927 pontos, com alta de 0,06%, bem abaixo do patamar inicial. A leve valorização foi apoiada por commodities, com Petrobras subindo 2,97% e Vale 2,59%. Contudo, a pressão externa e do setor financeiro restringiu o avanço, em um período de aversão ao risco local.
A retirada de recursos estrangeiros atingiu quase R$ 21 bilhões no mês até o dia 18. Esse movimento reflete o cenário negativo internacional, somado à busca por ações de tecnologia, que oferecem alternativas após uma sequência de ofertas de ações.

