As bolsas europeias encerraram o pregão sem direção clara, influenciadas por tensões no Oriente Médio e pela antecipação da ata de julho do Federal Reserve. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,14%, enquanto o FTSE MIB, em Milão, registrou queda de 0,75%.
Os índices europeus apresentaram variações distintas. O FTSE 100 de Londres fechou em alta de 0,14%, atingindo 10.743,35 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,01%, totalizando 26.129,78 pontos. Em contrapartida, o CAC 40 de Paris recuou 0,09%, e o Ibex 35, de Madri, cedeu 0,55%.
O conflito no Oriente Médio pressiona a inflação europeia. Tanto na zona do euro quanto no Reino Unido, a taxa anual de inflação ao consumidor subiu para 2,9% em julho, distante da meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu e pelo Banco da Inglaterra. O dirigente do BCE, Olli Rehn, afirmou que não há sinais claros de efeitos de segunda ordem da guerra.
Apesar da pressão inflacionária, o mercado mostrou fortalecimento em setores específicos. Enquanto a venda no setor de tecnologia caiu 0,32%, o de produtos químicos cresceu 0,19%. Em Londres, as mineradoras lideraram a alta, com a Rio Tinto subindo 3,48%. A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido abriu investigação sobre práticas de precificação da Trainline, que perdeu cerca de 14%.

