O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, iniciou uma ofensiva direcionada ao eleitorado evangélico para conter a oscilação negativa registrada em pesquisas recentes. Os levantamentos indicam redução na intenção de voto do senador no segmento, levando a campanha a focar em aproximação com lideranças religiosas.
A estratégia surge após dados recentes apontarem movimentações distintas, mas convergentes, de perda de vantagem do senador. A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10), mostrou que a intenção de voto em Flávio Bolsonaro entre evangélicos caiu de 50% para 47%. O levantamento Genial/Quaest também registrou variação negativa, com o percentual do senador passando de 53% para 48% em um mês.
Como primeiro movimento, o senador participou de cerimônia na Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo. A equipe de campanha planeja agora promover encontros com pastores evangélicos no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, buscando ampliar o diálogo com lideranças religiosas. A campanha também avalia a participação de figuras ligadas ao campo político para reconquistar a confiança de mulheres evangélicas.
A oscilação negativa identificada nas pesquisas é atribuída, segundo aliados, a fatores recentes. Entre eles, estão o escândalo envolvendo o Banco Master e o embate público entre Flávio e sua esposa. A disputa presidencial também gera divisões entre lideranças da Assembleia de Deus, ampliando a atenção das campanhas sobre o comportamento do eleitorado religioso.

